07/09/2014 17h45
- Atualizado em
07/09/2014 17h45
Brasília tem pior cobertura de agentes comunitários do país, aponta estudo
Conselho Federal de Medicina levou em conta dados do Tesouro Nacional.
Secretaria diz que entraves jurídicos e com sindicato dificultaram contratos.
| Cobertura populacional de agentes comunitários de saúde | |
|---|---|
| DF | 19,13% |
| SP | 35,36% |
| RS | 43,58% |
| RJ | 48,11% |
| PA | 58,29% |
| Brasil | 62,48% |
| Fonte: Conselho Federal de Medicina | |
O levantamento foi feito com base nos relatórios resumidos de execução orçamentária de 2013, enviados por todos os estados para a Secretaria do Tesouro Nacional. Segundo o estudo, São Paulo é a segunda unidade da federação com pior índice no ranking, com cobertura de 35,36%, seguido pelo Rio Grande do Sul (43,58%), Rio de Janeiro (48,11%) e Pará (58,29%). A média brasileira é de 62,48%, e todos os outros estados a superam.
A Secretaria de Saúde confirmou a taxa e disse que entraves jurídicos e desentimentos com o sindicato da categoria dificultaram a contratação de novos profissionais desde o início do governo. De acordo com a pasta, havia 117 equipes de agentes comunitários em 2011. Dessas, 39 precisaram ser desligadas por estarem sob tutela de uma fundação questionada pelo Ministério Público e pelo Tribunal de Contas.
Depois, segundo a secretaria, os profissionais precisaram passar para o regime celetista e houve discussões para definir qual regime de trabalho dos próximos contratos. O embate teria durado até ano passado, quando então, segundo a entidade, foi encaminhado à Secretaria de Administração o pedido de abertura do concurso. A pasta declarou ainda que chegou a tentar contratar 406 profissionais temporariamente, mas foi impedida pelo sindicato, que quer que as vagas sejam efetivas.
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