DIABETES MELLITUS (DM)
Doença provocada pela deficiência de produção e/ou de
ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas
características.
O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das
gorduras e das proteínas e tem graves consequências tanto quando surge
rapidamente como quando se instala lentamente. Nos dias atuais se constitui em
problema de saúde pública pelo número de pessoas que apresentam a doença,
principalmente no Brasil.
Apresenta diversas formas clínicas, sendo classificado
em:
Diabetes
Mellitus tipo I:
Ocasionado pela destruição da célula beta do pâncreas,
em geral por decorrência de doença autoimune, levando a deficiência absoluta de
insulina.
Diabetes
Mellitus tipo II:
Provocado predominantemente por um estado de
resistência à ação da insulina associado a uma relativa deficiência de sua
secreção.
Outras
formas de Diabetes Mellitus:
Quadro associado a desordens genéticas, infecções,
doenças pancreáticas, uso de medicamentos, drogas ou outras doenças endócrinas.
Diabetes
Gestacional:
Circunstância na qual a doença é diagnosticada durante
a gestação, em paciente sem aumento prévio da glicose.
Fatores de Risco para o Diabetes Mellitus
Existem situações nas quais estão presentes fatores de
risco para o Diabetes Mellitus, conforme apresentado a seguir:
Idade
maior ou igual a 45 anos
História
Familiar de DM (pais, filhos e irmãos).
Sedentarismo
HDL-c
baixo ou triglicerídeos elevados
Hipertensão
arterial
Doença
coronariana
DM
gestacional prévio
Filhos
com peso maior do que 4 kg, abortos de repetição ou morte de filhos nos
primeiros dias de vida.
Uso de
medicamentos que aumentam a glicose
(cortisonas, diuréticos ti azídicos e
betabloqueadores).
A prevenção do DM só pode ser realizada no tipo II e
nas formas associadas a outras alterações pancreáticas. No DM tipo I, na medida
em que o mesmo se desenvolve a partir de alterações autoimunes, essas podem ser
até mesmo identificadas antes do estado de aumento do açúcar no sangue. Esse
diagnóstico precoce não pode ser confundido, porém com prevenção, que ainda não
é disponível.
No DM tipo II, na medida em que uma série de fatores
de risco são bem conhecidos, pacientes que sejam portadores dessas alterações
podem ser rastreados periodicamente e orientados a adotarem comportamentos e
medidas que os retire do grupo de risco.
Assim é que pacientes com história familiar de DM
devem ser orientados a:
Manter
peso normal
Praticar
atividade física regular
Não fumar
Controlar
a pressão arterial
Evitar
medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas (cortisona,
diuréticos ti azídicos).
Essas medidas, sendo adotadas precocemente, podem
resultar no não aparecimento do DM em pessoa geneticamente predisposta, ou
levar a um retardo importante no seu aparecimento e na severidade de suas
complicações.
Para maiores esclarecimentos procure uma unidade de
Saúde Mais próxima de sua residência, e converse com o seu Agente Comunitário
de Saúde e tire suas dúvidas.
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