quinta-feira, 11 de setembro de 2014

DIABETES MELLITUS



DIABETES MELLITUS (DM)
Doença provocada pela deficiência de produção e/ou de ação da insulina, que leva a sintomas agudos e a complicações crônicas características.
O distúrbio envolve o metabolismo da glicose, das gorduras e das proteínas e tem graves consequências tanto quando surge rapidamente como quando se instala lentamente. Nos dias atuais se constitui em problema de saúde pública pelo número de pessoas que apresentam a doença, principalmente no Brasil.
Apresenta diversas formas clínicas, sendo classificado em:

        Diabetes Mellitus tipo I:
Ocasionado pela destruição da célula beta do pâncreas, em geral por decorrência de doença autoimune, levando a deficiência absoluta de insulina.
        Diabetes Mellitus tipo II:
Provocado predominantemente por um estado de resistência à ação da insulina associado a uma relativa deficiência de sua secreção.
        Outras formas de Diabetes Mellitus:
Quadro associado a desordens genéticas, infecções, doenças pancreáticas, uso de medicamentos, drogas ou outras doenças endócrinas.
        Diabetes Gestacional:
Circunstância na qual a doença é diagnosticada durante a gestação, em paciente sem aumento prévio da glicose.


Fatores de Risco para o Diabetes Mellitus
Existem situações nas quais estão presentes fatores de risco para o Diabetes Mellitus, conforme apresentado a seguir:

        Idade maior ou igual a 45 anos
        História Familiar de DM (pais, filhos e irmãos).
        Sedentarismo
        HDL-c baixo ou triglicerídeos elevados
        Hipertensão arterial
        Doença coronariana
        DM gestacional prévio
        Filhos com peso maior do que 4 kg, abortos de repetição ou morte de filhos nos primeiros dias de vida.
        Uso de medicamentos que aumentam a glicose
(cortisonas, diuréticos ti azídicos e betabloqueadores).

A prevenção do DM só pode ser realizada no tipo II e nas formas associadas a outras alterações pancreáticas. No DM tipo I, na medida em que o mesmo se desenvolve a partir de alterações autoimunes, essas podem ser até mesmo identificadas antes do estado de aumento do açúcar no sangue. Esse diagnóstico precoce não pode ser confundido, porém com prevenção, que ainda não é disponível.
No DM tipo II, na medida em que uma série de fatores de risco são bem conhecidos, pacientes que sejam portadores dessas alterações podem ser rastreados periodicamente e orientados a adotarem comportamentos e medidas que os retire do grupo de risco.
Assim é que pacientes com história familiar de DM devem ser orientados a:

        Manter peso normal
        Praticar atividade física regular
        Não fumar
        Controlar a pressão arterial
        Evitar medicamentos que potencialmente possam agredir o pâncreas (cortisona, diuréticos ti azídicos).
Essas medidas, sendo adotadas precocemente, podem resultar no não aparecimento do DM em pessoa geneticamente predisposta, ou levar a um retardo importante no seu aparecimento e na severidade de suas complicações.
Para maiores esclarecimentos procure uma unidade de Saúde Mais próxima de sua residência, e converse com o seu Agente Comunitário de Saúde e tire suas dúvidas.

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